Os resultados das eleições em 2008 demonstram que não houve um grande avanço da incorporação de mulheres na política institucional e no recrutamento de mulheres candidatas em todo o país.A pequena participação da mulher na política é um
problema estrutural, de natureza cultural e, talvez, conseqüência da realidade objetiva do atual estágio de desenvolvimento econômico do nosso país.
Culturalmente, a mulher foi educada para não valorizar o sexo feminino e confiar no sexo oposto. Desde criança, as mulheres desempenham as mais variadas atividades, mas são condicionadas a não ousarem pleitear cargos de direção.
As mulheres são ainda desacreditadas e desvalorizadas quando pleiteiam esses cargos.
Quanta distorção! Na maioria dos segmentos e entidades, a base mais ativa e mobilizadora é formada por mulheres.
Porém, a direção é masculina. A dupla jornada e a responsabilidade que as mulheres assumem em casa, já que 30% são chefes de famílias, as impedem de sonhar com a possibilidade de assumirem qualquer
posição de destaque extra-lar.
Apesar do sistema de cotas, os partidos encontram dificuldades em compor chapas que supram essas vagas. Os próprios partidos políticos refletem a quase inexpressiva participação da mulher no parlamento. Que seja revista a composição de suas direções e da destinação de percentuais do fundo partidário e do tempo de
propaganda partidária gratuita para a promoção das mulheres na política. Não há a devida valorização das lideranças femininas e, como conseqüência, grande parte das candidatas não consegue recursos para financiar suas campanhas eleitorais.
As expectativas nestas eleições de 2010 é que a mulher possa votar em mulher! Na verdade, o sexo feminino começou a identificar a possibilidade das mulheres fazerem a diferença com a apresentação de projetos e ações que contribuam para mudar sua realidade. As conquistas femininas na legislação foram propostas por movimentos de mulheres que atuaram junto aos parlamentares.Também é fundamental aprofundar o debate sobre uma reforma política que possa democratizar o sistema político brasileiro. Levanto questões importantes como o financiamento público exclusivo de campanhas (que possa equalizar as condições de competição e impedir que o setor econômico e financeiro seja o decisivo nas eleições de homens e mulheres); e, principalmente, a transformação estrutural na base econômica da sociedade para que esta proporcione as mesmas condições de oportunidade de trabalho e de capacitação profissional para ambos os sexos.
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Texto de Maria Vanir
As mulheres são ainda desacreditadas e desvalorizadas quando pleiteiam esses cargos.
Quanta distorção! Na maioria dos segmentos e entidades, a base mais ativa e mobilizadora é formada por mulheres.
Porém, a direção é masculina. A dupla jornada e a responsabilidade que as mulheres assumem em casa, já que 30% são chefes de famílias, as impedem de sonhar com a possibilidade de assumirem qualquer
posição de destaque extra-lar.
Apesar do sistema de cotas, os partidos encontram dificuldades em compor chapas que supram essas vagas. Os próprios partidos políticos refletem a quase inexpressiva participação da mulher no parlamento. Que seja revista a composição de suas direções e da destinação de percentuais do fundo partidário e do tempo de
propaganda partidária gratuita para a promoção das mulheres na política. Não há a devida valorização das lideranças femininas e, como conseqüência, grande parte das candidatas não consegue recursos para financiar suas campanhas eleitorais.
As expectativas nestas eleições de 2010 é que a mulher possa votar em mulher! Na verdade, o sexo feminino começou a identificar a possibilidade das mulheres fazerem a diferença com a apresentação de projetos e ações que contribuam para mudar sua realidade. As conquistas femininas na legislação foram propostas por movimentos de mulheres que atuaram junto aos parlamentares.Também é fundamental aprofundar o debate sobre uma reforma política que possa democratizar o sistema político brasileiro. Levanto questões importantes como o financiamento público exclusivo de campanhas (que possa equalizar as condições de competição e impedir que o setor econômico e financeiro seja o decisivo nas eleições de homens e mulheres); e, principalmente, a transformação estrutural na base econômica da sociedade para que esta proporcione as mesmas condições de oportunidade de trabalho e de capacitação profissional para ambos os sexos.
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Texto de Maria Vanir
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