Maria Vanir coordena a ONG Centro de Educação popular que organiza o Cursinho Pré-vestibular popular a quase nove anos e o ingresso e permanência nas universidades públicas é uma das suas preocupações.
No Tocantins, o IDEB supera a meta nacional no ensino fundamental, na contra mão os alunos que terminam o ensino médio em escolas publicas continuam com baixas notas no ENEM, e consequentemente com dificuldade de ingresso nas universidades.
Tendo em vista que a educação, especialmente o ensino público, não tem sido prioridade para os governos, a preocupação com questões relacionadas ao ingresso e assistência na universidade tem se tornado cada vez mais intensa. A assistência estudantil é um direito e não um privilégio que o governo cede a uma minoria de estudantes. E essa convicção está baseada, inclusive, na Constituição Federal de 1988, que considera a educação como dever do Estado (art.205) e tem como princípio básico à igualdade de condições de acesso e permanência na escola (art.206).
Não basta, portanto, apenas conseguir entrar na universidade. Temos ainda que enfrentar a barreira da permanência, para que o estudante que entrou tenha condições de fazer seu curso e vivenciar plenamente tudo o que a vida universitária lhe proporciona, desenvolvendo também as atividades necessárias para sua formação acadêmica. Defendermos um projeto de uma universidade publica que seja direito de todos. Garantindo assim, acesso à alimentação, transporte, cultura, ao esporte, à inclusão digital, ao atendimento psicológico... Defendemos uma política de acesso e permanência democrática e uma vinculação orçamentária para sua real efetivação, com o estabelecimento de um plano de metas para atender a demanda, o estudo do perfil dos estudantes para atender suas necessidades específicas e uma clara política da universidade sobre esta questão.É nesse contexto que as moradias estudantis se enquadram como formas eficazes para manter os estudantes de baixa renda em uma Universidade. Atualmente, as moradias estudantis convivem com um enorme desprezo por parte do governo, principalmente pelo fato deste não suprir a demanda por moradia, enfrentam sérios problemas com relação à estrutura física e com relação a outras necessidades básicas para o desenvolvimento sócio-cultural e acadêmico do estudante. A evasão escolar é um problema presente nas universidades públicas e privadas. Segundo o MEC, o índice de desistência chega a 40% ao ano. Isso implica em prejuízos sociais e financeiros resultantes de vagas ociosas.
Além disso, as IFES (Instituições de Federais de Ensino Superior) planejam seus gastos como se tivessem com todas as turmas completas. Quando um aluno abandona um curso, o dinheiro investido nele é perdido. Calcula-se que 9% do orçamento das universidades públicas são desperdiçados por conta da evasão. Uma das soluções seria o desenvolvimento da política de assistência social nas universidades, com máxima universalidade, com uma dimensão pública, redistributiva, como condição de meio e não de fim, porém, sempre foi colocada em segundo plano pelos governos brasileiros, tanto se pensarmos na sua destinação orçamentária como, ainda, no seu uso de forma clientelista, assistencialista, paternalista, despolitizada como um direito social.
No Tocantins, o IDEB supera a meta nacional no ensino fundamental, na contra mão os alunos que terminam o ensino médio em escolas publicas continuam com baixas notas no ENEM, e consequentemente com dificuldade de ingresso nas universidades.
Tendo em vista que a educação, especialmente o ensino público, não tem sido prioridade para os governos, a preocupação com questões relacionadas ao ingresso e assistência na universidade tem se tornado cada vez mais intensa. A assistência estudantil é um direito e não um privilégio que o governo cede a uma minoria de estudantes. E essa convicção está baseada, inclusive, na Constituição Federal de 1988, que considera a educação como dever do Estado (art.205) e tem como princípio básico à igualdade de condições de acesso e permanência na escola (art.206).
Não basta, portanto, apenas conseguir entrar na universidade. Temos ainda que enfrentar a barreira da permanência, para que o estudante que entrou tenha condições de fazer seu curso e vivenciar plenamente tudo o que a vida universitária lhe proporciona, desenvolvendo também as atividades necessárias para sua formação acadêmica. Defendermos um projeto de uma universidade publica que seja direito de todos. Garantindo assim, acesso à alimentação, transporte, cultura, ao esporte, à inclusão digital, ao atendimento psicológico... Defendemos uma política de acesso e permanência democrática e uma vinculação orçamentária para sua real efetivação, com o estabelecimento de um plano de metas para atender a demanda, o estudo do perfil dos estudantes para atender suas necessidades específicas e uma clara política da universidade sobre esta questão.É nesse contexto que as moradias estudantis se enquadram como formas eficazes para manter os estudantes de baixa renda em uma Universidade. Atualmente, as moradias estudantis convivem com um enorme desprezo por parte do governo, principalmente pelo fato deste não suprir a demanda por moradia, enfrentam sérios problemas com relação à estrutura física e com relação a outras necessidades básicas para o desenvolvimento sócio-cultural e acadêmico do estudante.
Além disso, as IFES (Instituições de Federais de Ensino Superior) planejam seus gastos como se tivessem com todas as turmas completas. Quando um aluno abandona um curso, o dinheiro investido nele é perdido. Calcula-se que 9% do orçamento das universidades públicas são desperdiçados por conta da evasão.

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