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Apesar de todas as negações de Humanismo, na sociedade brasileira e no mundo, podemos celebrar os Direitos Humanos? Creio que sim.
Isto porque a luta e os avanços dos Direitos Humanos constituem uma conquista na longa e muitas vezes penosa caminhada da Humanidade.
Nos trinta artigos da declaração universal dos direitos humanos estão descritos os direitos básicos que garantem uma vida digna para todos os habitantes do mundo (liberdade, educação, saúde, cultura, informação, alimentação e moradia adequadas, respeito, não-discriminação, entre outros). A declaração é, também, um marco normativo que serve de guia para as condutas de governos e cidadãos.
O Dia Internacional dos Direitos Humanos constitui, portanto, muito mais do que uma data comemorativa. É um dia para a coletividade global relembrar que a garantia efetiva dos direitos humanos – a todos os povos e nações – requer vigilância contínua e participação coletiva. Uma data para reivindicarmos ações concretas de todos os Estados para o cumprimento dos compromissos assumidos com a garantia dos direitos civis, políticos, sociais e ambientais.
A sociedade e o estado não pode achar normal criança perambulando pelas ruas, abandonadas, com fome, com frio sem abrigo, sem família, não podemos achar normal um atropelamento, as chacinas, a torturas nas prisões, não podemos achar normal que pessoas mortas e desaparecidas na época da ditadura continuem no anonimato, não podemos achar normal a violência contra a mulher em nenhuma forma. Não podemos achar normal que pessoas sejam assassinados por ter uma opção sexual diferente.
Busquemos uma reflexão sobre o papel a ser exercido pelo Estado, pelo Ministério Público, pela família e por cada pessoa no avanço e na efetivação das garantias consolidadas pela Declaração dos Direitos Humanos.
Essa é uma oportunidade para fazermos um balanço do que os governos já concretizaram em benefício do seu povo? e os desafios ainda postos? É um chamado para que Palmas, o Brasil e o Mundo refundem o compromisso social de, por meio do ensino e da educação, promover o respeito a todos os direitos e fundamentais.
Por isto creio que os Direitos Humanos devem ser celebrados, no nosso cotidiano e, de maneira muito especial.
Vamos fazer desta data, desta celebração nosso canto de esperança e nossa afirmação de Fé, nossa reverência ao passado e nosso olhar em direção ao futuro, nossa luz, nossa ceia, o pão nosso de cada dia.

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